terça-feira, 11 de outubro de 2011

Politicamente Incorreta


Nasci correta, encantadora
Mas a sociedade vestiu-me
Dando pudor ao que
Eu nem sabia ao certo

Então como se andasse nua pela rua
Vagava ao relento e todos pela calçada
As risadas altas, o barulho
Chegavam em mim

As vezes distantes, assim longínquos
E de repente, já não era eu
Foi assim que morri incorreta, plena.

Elisa Harumi

quarta-feira, 17 de março de 2010

Chove chuva, é hora de brincar


Numa terra distante,
Num passado que ultrapassando
As terras do futuro
Encontra nela, a liberdade
De não saber o que é a aldeia global

Da natureza de onde vens
Esteja a criança preparada
Seja ela menina, de seu sangue virá a união
Seja ele menino, que saiba guerrear
Lutas e batalhas terá que conquistar

Atente, porém, que nada é sacrifício
Quando eu ou você, falamos de cultura
Através de rituais, a expressão
Pela tradição, a infância é criada

Na brincadeira de hoje
Sempre, tão determinada
Há criança mais nova, criança mais velha
Que cada brinquedo, se encaixe em seu tempo

Na brincadeira de ontem
A criança é criança, porque sabe brincar
Importante é imaginar, criar e vivenciar

Não temerás o tempo não vivido
Dirás, que cumpriste o teu nascimento
Assim, como a semente se transforma na árvore
O bebê, transformar-se-á no índio de amanhã.


Elisa Harumi.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Liberdade, fraternidade e igualdade para quem?


(Uma idéia que mudou o mundo)

"O que há de revolucionário nas conquistas é seu aspecto universal. A condição humana pode variar de um continente para o outro, mas há em toda parte e em qualquer época uma necessidade desses mesmo direitos.
O caminho percorrido pelos direitos do homem foi manchado pelo sangue das guerras entre países, pelo sangue da brutalidade colonial e pela humilhação imposta ao homem pela violação de seus valores culturais e religiosos. Continuamos apegados a princípios. Cultuamos a memória, mesmo curta e amputada desses momentos indignos, para que o respeito ao homem se torne um direito sobre o qual nenhum governo possa transigir. Esse direito deveria estar inscrito na natureza política pela sua força de universalidade. Se isto for conseguido, talvez a infancia não seja mais vítima da fome, da seca, da doença, do trabalho e da prostituição. Talvez a pobreza não humilhe mais o homem e a mulher, vítimas de fanatismo e da intolerancia que simulam respostas a questões graves.
O ano de 1978 é uma lembrança que pertence ao patrimônio universal; está inscrito em cada um de nós. Nascemos com essa lembrança, isto é, com a presença de uma libertação. Muitos morrem sem tê-la conhecido"

( JELLOUN, Ben Tahar. O espírito de 1978. In: O correio da Unesco.
São Paulo, Fundação Getúlio Vargas, 1989).

sexta-feira, 15 de maio de 2009

•Flor das onze•


A alma aquece, o sol ilumina
A flor das onze horas abrir-se-á
Perfeita em seu contraste
Colorida em suas pétalas

Fica na memória o tempo bom
Da frágil descoberta de que nada é tudo
Sorrisos que encantam
Pura alegria de quem ri
Sem saber o porquê

Não há guerras em teu mundo
Há, contudo um grande mistério
De haver descoberto no fundo
O contraste do belo e do feio

Belo é ser quem se necessita ser
Sem ter que apelar para o que não se é
Belo é saber ouvir quando falte quem escute
E saber falar quando falte quem fale

Feio é querer antecipar
Achar que o futuro faz parte do presente
Feio é respirar a opinião vigente
Sem saber o que se respira

A alma padece e a chuva corre
Enquanto o tempo faceiro
Brinca de esconde-esconde

As grandes vitórias são perdidas
Por idéias escondidas nas prateleiras
O corpo inibido esquece o que é libido

A mente sem paixão
A flor sem compaixão
E você sem argumentação

Percebe que não encontrou
O que tanto buscou
Por estar distraído

O tempo não o perdoou
São vinte e três horas
A flor se fechou.

Elisa Harumi

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ð º°Luz,Câmera e Ação°ºð


Lugar onde tudo acontece
O impossivel não existe
Tudo se alcança,tudo se conquista
E ai daquele que não saiba imaginar

Veja,sinta e se apaixone
É pura criação,fantasia no mundo real
Aqui a gente inventa,é arte nos olhos de quem vê

A mulher na tela não é mulher
É estrela que reluz,ela é atriz
Que a todos encanta,que a todos convence

O homem deixa de ser homem
Vira gentleman,herói de guerra,é super homem
Exalta tua força e faz de sua honra minha crença

Todos atentos,olhos arregalados,que o show vai começar!
Em uma grande projeção,foi como tudo começou
Histórias contadas,dramas vividos,romance no ar,comédia da vida

Olha,a moça está a chorar lá na frente
E como pode,se tudo o que fez foi sentar-se na cadeira
Ahh,é que o filme acabou de terminar
E com aparente surpresa uma lágrima acabou de deixar
Pois comove a todos que a ele assisti

A criança viu que animal fala igual gente
Que casa pode ser de chocolate
Que lobo mal ñ gosta da chapeuzinho
Ela descobriu um mundo todo seu

Arte que criou cinema,arte que imitou a vida
Ou a vida que a imitou?
E quem liga se tudo é mentira?
Afinal o que se cria ñ se dezfaz
Torna-se eterno e nisso eu vejo graça

Rio com o papel do bobo
Choro com a cena do último adeus
E me faz emocionar a do primeiro beijo
Então sinto que é parte de mim tbm

A luz se ascende,dou vida a minha mente
A camêra liga,dou existência a imaginação
E quando o diretor grita AÇÃO
Eu entro dentro do meu próprio sonho
Por uma porta chamada CINEMA

Elisa Harumi

sábado, 13 de setembro de 2008

♣•Caixas enlaçadas•♣


Laço não se desfaça
Que te quero sempre forte
Laço seja você vermelho ou azul
Familiar ou amigo

Sem importar a crença
Que te quero sempre com fé
Ensina-me que amanhã tudo voltará
Ao seu local de origem que é onde te encontro

Não, não se desfaz...
Aquilo que se faz com amor
Deixam marcas, emoções, alegrias ou tristezas
Pegadas marcadas de lembranças

Estão sempre presentes
Hoje, mês que vem ou no ano novo
Eu as levo até quando quiser

Sou colecionadora de caixas
E em todas elas, guardo algo dentro
Mas é segredo por isso não as menciono
São minhas e de ninguém mais

Ao fim enfeito todas as caixas
Com um laço diferente
Para que seja diverso

Cada uma contém uma história
Cada história alguém especial
Algumas estão recobertas por erros
Por isso também coleciono acertos

Ao juntar a ponta do laço
Com sua outra extremidade
Uma ponte se forma
Unindo o que foi e o que será

É por isso que tão bem
As tenho guardado comigo
Minhas caixas, caixas que contém o LAÇO.

Elisa Harumi

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

♥•.¸•*•¸.•O amor e o AMAR•¸.•.•´`•*♥

Já tentei de muitas maneiras
Explicar o que é o Amor
Mas nunca consegui
Explicar o que é o AMAR
Até que um dia compreendi que...

O amor é desejar a felicidade alheia
Quando se está feliz
O amor é sofrer por quem se ama
Quando esse alguém te machuca
O amor é desejar possuir alguém que te queira
Quando você estiver só
O amor é emprestar coisas
Com um tempo de entrega
O amor é saber ser simpático
Quando alguém é com você
O amor é se preocupar por alguém
Quando este estiver doente
O amor é fazer algo errado
E logo então pedir desculpas
O amor é querer ajudar
Quando alguém te pede ajuda
O amor é ter muitos amigos e conhecidos
E querer estar com todos
O amor é ter um bom relacionamento
Não vendo os defeitos dos outros
O amor é dizer continuamente
Que ama alguém
Amar significa estar triste e mesmo assim
Desejar a felicidade alheia
Amar é um constante sofrer por quem se ama
Sem tempo, limite ou reservas
Amar é desejar que uma única pessoa te queira
Ainda que tenha muitos que te desejem
Amar é emprestar coisas sem ter a preocupação
De receber de volta ou não
Amar é saber ser simpático
Ainda que te atirem pedras
Amar é se preocupar por alguém
Inconstante e inconscientemente
Amar é fazer algo errado
Para logo então corrigir o erro
Amar é querer ajudar
Mesmo quando não te pedem ajuda
Amar é ter muitos amigos e conhecidos
Mas apenas com um querer estar
Amar é ter um bom relacionamento
Aceitando os defeitos e compartilhando deles
Amar é mostrar a cada dia que você ama
Ainda que não diga um EU TE AMO

O amor e o amar estão
Sempre andando de mãos dadas
Se misturando entre esquinas
E se espalhando como o vento
E quando por acaso o separei
Dei-me conta
Que o amor sempre existiu
Silencioso ele sempre estava presente
Em formas e simples gestos
Mas que o Amar
Esse se encontra, sem esperar
E se torna o contrário do orgulho
O sinônimo do coração
A intensidade da alma
Ele é a esperança, que nasce da desesperança
O renascer de cada dia
E o adormecer de quem amaღ

Elisa Harumi