
Nasci correta, encantadora
Mas a sociedade vestiu-me
Dando pudor ao que
Eu nem sabia ao certo
Então como se andasse nua pela rua
Vagava ao relento e todos pela calçada
As risadas altas, o barulho
Chegavam em mim
As vezes distantes, assim longínquos
E de repente, já não era eu
Foi assim que morri incorreta, plena.
Elisa Harumi
1 comentários:
Nasce, cresce e morre.
Boa estrutura para o poema, gostei muito.
abraço
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